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Projetos de transmissão de energia envolvem uma operação territorial extensa e a coordenação de diferentes disciplinas, órgãos e etapas do empreendimento. Quando o projeto atravessa múltiplos municípios e estados, essa complexidade aumenta. 

Foi esse o cenário enfrentado por uma empresa transmissora durante a implantação de uma linha de transmissão de mais de 2000 km. O empreendimento atravessava quatro estados e 70 municípios, com uma estrutura formada por quase 4000 torres — cada uma com cerca de 1.500 parafusos. 

Além da dimensão física do projeto, havia uma extensa rede de compromissos socioambientais e institucionais a acompanhar. Mais de 100 órgãos intervenientes precisavam ser geridos ao mesmo tempo, cada um com suas próprias exigências, prazos e fluxos de comunicação. 

Em paralelo, entre 16 e 18 programas socioambientais estavam em andamento, envolvendo temas como questões fundiárias, comunicação, fauna e flora, recursos hídricos e arqueologia. 

Em uma operação dessa escala, o desafio não está apenas em acompanhar cada atividade individualmente. É preciso entender como elas se relacionam e quais impactos uma alteração em determinada frente pode gerar sobre o cronograma geral. 

Desafios 

Um dos principais desafios do empreendimento foi coordenar diferentes processos simultâneos sem perder a visão do conjunto. 

A empresa precisava acompanhar os compromissos assumidos com mais de 100 órgãos intervenientes, além das entregas e obrigações relacionadas aos programas socioambientais. Os responsáveis estavam distribuídos entre diferentes áreas e frentes de trabalho, o que exigia uma gestão contínua de prazos, pendências e riscos. 

Durante a execução do projeto, uma mudança de traçado trouxe uma complexidade adicional. A alteração consumiu cerca de seis meses e exigiu o realinhamento de compromissos e atividades que já estavam em andamento. 

Esse tipo de mudança pode gerar impactos em cadeia. Um novo traçado pode exigir revisões em processos ambientais, fundiários e de engenharia, além da atualização de informações e do replanejamento das atividades de campo. 

Naquele momento, parte do controle dependia de reuniões presenciais frequentes e de informações distribuídas entre diferentes equipes. Consolidar o status de cada frente exigia esforço adicional e dificultava a visualização rápida dos riscos que poderiam comprometer o cronograma. 

E havia um fator central: atrasos de coordenação poderiam impactar a entrega da linha de transmissão e, consequentemente, o planejamento relacionado à entrada do empreendimento no Sistema Interligado Nacional. 

A solução 

Para estruturar a gestão das informações e acompanhar as diferentes frentes do projeto, a empresa adotou o Specifor Essential como plataforma centralizada de controle. 

A solução passou a reunir informações relacionadas aos órgãos intervenientes, compromissos, responsáveis, prazos e etapas do empreendimento em uma única base de gestão. Processos que antes dependiam de controles manuais e informações dispersas passaram a ter um acompanhamento digital e estruturado. 

A gestão também considerava os inputs e outputs de cada programa e de cada trecho do empreendimento. Com isso, as equipes conseguiam acompanhar o andamento das atividades e identificar riscos com antecedência. 

O projeto foi dividido em oito frentes de trabalho, com reporte diário de status realizado por especialistas de campo. Essas informações alimentavam uma base de dados atualizada, permitindo que diferentes áreas trabalhassem com uma visão comum sobre o empreendimento. 

Essa estrutura facilitou a articulação entre engenharia, meio ambiente e fundiário, especialmente nos momentos em que ajustes no planejamento eram necessários. Com as informações organizadas, as equipes conseguiam avaliar pendências, identificar impactos e reprogramar ações com mais agilidade. 

Resultados 

A mudança de traçado representou uma perda de aproximadamente seis meses no andamento do projeto. Ainda assim, a linha de transmissão foi entregue dois meses antes do prazo previsto. 

Entre os resultados alcançados, também estão: 

  • Zero interseções com unidades de conservação, comunidades tradicionais ou cavernas; 
  • Cerca de 200 pontos relacionados a recursos hídricos reformados ou implementados, acompanhados dentro do mesmo processo de gestão; 
  • Gestão estruturada de mais de 100 órgãos intervenientes e de até 18 programas socioambientais simultâneos; 
  • Validação de um modelo de gestão digital que passou a ser utilizado também na fase de operação do empreendimento. 

O caso demonstra como a centralização das informações pode apoiar projetos territoriais complexos. Quando diferentes áreas, compromissos e prazos dependem umas das outras, a qualidade da coordenação passa a ter impacto direto sobre o cronograma. 

O papel do Specifor Essential 

O Specifor Essential é uma solução desenvolvida para empresas que precisam organizar e centralizar informações relacionadas à gestão fundiária e territorial sem partir de um projeto tecnológico extenso ou de uma infraestrutura própria. 

O modelo reúne a experiência de uma plataforma consolidada no mercado em uma solução pronta para contratação e implantação. A proposta é atender operações que precisam substituir controles manuais e estruturar seus processos com mais rapidez. 

Por ser uma solução em nuvem, a infraestrutura é gerenciada pela 4Asset. A empresa usuária não precisa manter servidores próprios, e o acesso às informações ocorre por meio da plataforma. 

Entre as principais características do modelo estão: 

  • Implantação em 4 semanas; 
  • Solução verticalizada, preparada para os processos de governança territorial; 
  • Parametrização dentro do pacote, sem necessidade de desenvolvimento de código customizado; 
  • Infraestrutura em nuvem, gerenciada pelo fornecedor em ambiente AWS multi-tenant; 
  • Possibilidade de escalabilidade com templates e add-ons 
  • Governança de dados baseada em padrões de mercado, com recursos de segurança e criptografia; 
  • Evolução da solução por meio de atualizações e suporte contratado. 

O Specifor Essential tende a ser uma alternativa adequada quando a operação precisa sair rapidamente de planilhas e controles descentralizados, ainda não possui um sistema fundiário estruturado ou busca previsibilidade de custos. 

Na prática, o processo de implantação pode incluir a migração de informações que estavam em planilhas, a configuração da plataforma e o treinamento das equipes. Com o go-live realizado em poucas semanas, a empresa passa a contar com uma base estruturada para acompanhar processos, responsáveis, documentos e prazos. 

Em projetos de energia, mineração e infraestrutura, a quantidade de variáveis envolvidas torna a organização das informações uma parte importante da gestão do empreendimento. Centralizar dados e estruturar os processos ajuda as equipes a acompanhar o que está acontecendo em diferentes frentes e a tomar decisões com base em informações atualizadas. 

Você também quer elevar o controle sobre suas operações? Entre em contato com nossos especialistas e saiba mais sobre o Specifor.